sábado, 21 de setembro de 2013

Assembleia de Freguesia de 20 de Setembro

"O que mais temo nas eleições é a iliteracia dos eleitores"

Assembleia ou Comício dos "Unidos"?

Foi convocada, para ontem à noite, mais uma Assembleia de Freguesia. Pessoa amiga fez-me chegar às mãos fotocópia da convocatória, esta, apenas, acompanhada da acta da assembleia anterior. 

Já à porta de entrada do Centro Cultural de Alfena, o grupo onde me incluía e de que faziam parte alguns membros da assembleia, foi contactado pelo Presidente da Junta, informando-nos da intenção de propor a inclusão de mais um ponto na Ordem de Trabalhos, cujo seria a proposta de aprovação da segunda Revisão Orçamental do ano. E isto, para, conforme disse também, ficasse devidamente concluída a burocracia do seu mandato, em vias de terminar. Referiu, ainda, ter-se apercebido de que não fôra distribuída a Informação Escrita e procedeu, então, à entrega desse documento.

Tratando-se, como se tratava, da última assembleia, todos aceitaram, sem reservas as explicações e a papelada -  que já não pensavam, sequer, analisar - encaminhando-se, depois, para o auditório do Centro.

Apesar da falta de algumas luzes e de instalação sonora - ao que parece, por avaria - lá se deu início à assembleia, com o período destinado à intervenção dos diversos membros. Foi, porém, dada a palavra ao Presidente da Junta que referiu, a presença de público pouco habitual nestes actos, mas que sabia que tinham vindo para agradecer ao Sr. Presidente da Câmara, não sei que recente benesse e a assistir à solene assinatura do protocolo relativo à cedência do terreno destinado à sede da Junta. 

Foi aí que comecei a perceber que, afinal, não havia sido convocada nenhuma assembleia, mas sim um comício dos "Unidos".
Para nossa paz e descanso, o Sr. Presidente da Câmara não apareceu e, embora a cerimónia ficasse adiada, não ficou o comício, como, adiante, se verá.

Após o introito do Presidente da Junta, seguiu-se uma curta intervenção de Anabela Magalhães, do PS, em jeito de despedida e, também, em jeito de despedida, uma outra de Avelino de Sousa, da "Coragem de Mudar".

Quem não se despediu com jeito nenhum foi Rogério Palhau que interveio logo a seguir para "desancar", não na intervenção que Avelino de Sousa acabara de fazer, mas sim na intervenção deste, feita - pasme-se! - na Assembleia de Junho! Sem grande aplauso, diga-se em abono da verdade, nem sequer da sua equipa da Junta com quem, aliás, "anda de candeias às avessas". O disparate - não tem outro nome - foi de tal monta que o Presidente da Mesa entendeu dever intervir - havia já protestos na sala - e pediu a interrupção do comício, ao que ele acedeu, muito contrariado!

Entrando-se na Ordem de Trabalhos, ninguém interveio em qualquer dos pontos (acta anterior, revisão orçamental e informação escrita) e foi tudo aprovado com mais ou menos abstenções.

Minto! Houve, efectivamente, uma intervenção, no ponto da informação escrita e, foi do Presidente da Junta! É claro que o comício deveria continuar. Que me recorde, Rogério Palhau nunca interveio, neste ponto, de iniciativa sua. Quando não havia intervenções o "papel" era virado e passava-se adiante. Mas desta vez, não foi assim: estamos em plena campanha eleitoral e aquilo era um comício dos UpA!

Rogério Palhau pôs os óculos e puxou de um papel que disse ser um "volante" da campanha de 2009 e, lendo ponto por ponto, comentou cada um, reafirmando a sua execução!   

Melhor do que o surrealismo de Breton (Um homem que não pode ver um cavalo a galope em cima de um tomate, é um idiota) só mesmo as Assembleias de Freguesia de Alfena! 

Como não gosto de surrealismo, levantei-me, ainda o comício não iria a meio e vim-me embora!

Não sei o que se passou depois, mas, pela amostra, não deve ter sido grande coisa!  

J Silva Pereira
      

Professor António José de Brito


Faleceu, hoje, o Professor António José de Brito. Estamos todos mais pobres, como muito bem refere HNO, aqui, no seu blogue, através do qual soube da má notícia.

Aqui, também, uma referência e a transcrição de um artigo escrito pelo Professor in A Rua.

Deus tenha a sua alma em paz.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

AUTÁRQUICAS 2013 - Notas de Campanha


"O que mais temo nas eleições é a iliteracia dos eleitores"

Nota 15 - Vamos lá, então, a votos - Parte 2 - "Fazer Diferente": A Gestão Financeira da Freguesia

A Lei das Finanças Locais, que remonta a 2007 - sabe-se que está em estudo a sua revisão - define o princípio da autonomia financeira dos municípios e das freguesias, referindo, claramente, que essa autonomia assenta na existência de património e finanças próprios, competindo, a sua gestão, aos respectivos órgãos.

No que respeita às freguesias, caberá, pois, à Junta e à Assembleia - este Órgão é directamente eleito, ao contrário da Junta - "Elaborar, aprovar e modificar as opções do plano, orçamentos e outros documentos previsionais" e " Elaborar e aprovar os documentos de prestação de contas".

Paralelamente, o Estatuto do Direito de Oposição estabelece o "Direito de Consulta Prévia", ao abrigo do qual os partidos e grupos políticos não representados nos órgãos executivos "têm o direito de ser ouvidos sobre as propostas dos respectivos orçamentos e planos da actividade".

Parece, com tudo isto, ficar defendido o Princípio da Democraticidade e salvaguardados os direitos das minorias. Na prática, porém, não há tal, como se demonstrará.   

Antes de mais convém dizer que este texto é escrito a pensar na gestão das freguesias. Embora não haja grandes diferenças, relativamente às câmaras, elas existem, mas não serão, aqui, afloradas.
Feito o aviso, passemos ao primeiro assunto que é o direito da oposição ser ouvida sobre as propostas do orçamento e plano de actividade. Na prática, porém, quem ouve é a minoria, pois a maioria nem sequer se preocupa em considerar eventuais propostas. Só há duas hipóteses: "ou é como nós queremos, ou é como nós queremos e ponto final".

Alfena foi, no último mandato, paradigma desta atitude! Aliás, os UpA, nunca tinham, sequer, ouvido falar no Estatuto do Direito da Oposição!

Ora, O E.D.O. é o mínimo que se pode proporcionar aos representantes de um número razoável de cidadãos - por vezes, até, no seu conjunto, superior ao dos representados pelo grupo vencedor - e é, quanto a mim, um índice de avaliação da democraticidade local. Não há qualquer fundamento, sobretudo moral, para que não sejam acolhidas sugestões dos grupos minoritários, só porque o são.

Em segundo lugar as maiorias, sobretudo quando absolutas como foi o infeliz caso de Alfena no último mandato, tendem a pôr em prática a "lei da rolha", o que é inconcebível nos tempos que correm, onde o Direito à Informação é um dos mais importantes. E sobretudo quando estão em causa questões financeiras, como é o uso do dinheiro dos nossos impostos. 

Uma vez mais, os UpA se portaram mal, pois foi cerceado, através do registo prévio, o livre acesso dos cidadãos, através da Internet, quer às opções do plano e demais documentos previsionais, quer aos documentos de prestação de contas. Isto se, de facto, chegaram a ser publicitados!      

Sobre este assunto, apenas a candidatura do PS - José Luís Marques é taxativa: promete a eliminação do registo prévio no sítio da Junta e diz ir avançar com os Orçamentos Participativos.
O PSD de Guilherme Roque também se pronuncia, mas de modo vago, quando diz pretender "devolver a Alfena e à Junta a dignidade e o respeito de outrora".

Uma última palavra, apenas: sou francamente favorável aos orçamentos participativos, mas num quadro de Democracia Directa e Participativa, com frequente recurso ao referendo e ao plebiscito, tudo isto coisa muito distante e diferente desta que temos. Salva-se a boa intenção do candidato.

J Silva Pereira  

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

AUTÁRQUICAS 2013 - Notas de Campanha

"O que mais temo nas eleições é a iliteracia dos eleitores"

Nota 14 - Vamos lá, então, a votos! - Parte 1: O Centro Cívico 

"Até a democracia política seria mais prática se as pessoas se preparassem para as eleições como se preparam para um congresso Eucarístico, com orações e penitência em vez de publicidade e mentira"

Abro este postal com a citação de Chesterton que considero mais adequada ao momento presente e, por muito que ore e me penitencie, o que encontro de verdadeiramente interessante nas propostas, promessas e compromissos dos candidatos é demasiado sóbrio.

Resumi tudo num único postal, formatando-o de modo a juntar, por temas, os diversos compromissos. Fácil é, ao benévolo leitor, compará-los. Com certeza se surpreenderá, como aconteceu comigo, ao descobrir quão semelhantes são todos eles. Creio bem que qualquer dos candidatos não recusaria defender as propostas de qualquer dos outros.

Não foi por acaso que os UpA subscreveram sessenta e quatro compromissos. Bastou repescar aqueles que foram assumidos em eleições anteriores, acrescentando uns quantos mais de que, entretanto, se lembraram. Nada mais simples!(1)  

A circunstância da semelhança de compromissos que, atrás, se evidencia, leva-me a interrogar-me sobre razões deste tipo de campanhas. Não seria preferível que estas pessoas, tantas delas com efectivas capacidades pessoais, intelectuais, de cultura e de carácter, se juntassem e decidissem colaborar em prol da sua Cidade e respectivas gentes? Sem sofismas?
Porque não tentar? Não bastará mudar as pessoas, com certeza. É necessário, sobretudo, mudar o sistema. É urgente um novo paradigma eleitoral no Poder Local, mais centrado nos executantes e menos nas promessas, quer se venham ou não a cumprir. Muitas delas são, bastas vezes, despropositadas, despesistas, e, até mesmo, condicionadoras da sustentabilidade do desenvolvimento da nossa cidade. 
Não sendo possível, para este ano, aqui deixo o desafio aos vários grupos políticos em presença, no sentido de considerarem esta proposta para 2017. Gostaria, muito francamente o digo, que, por essa altura, fosse possível propor ao Povo uma única lista de cidadãos, dignos, honestos, francos, verdadeiros, politicamente tolerantes, em suma, Gente de Honra, com o propósito firme de SERVIR e não de se servir, a quem pudéssemos, sem receio, entregar a administração do que a todos pertence.

Voltando aos compromissos e tendo em conta a semelhança da maior parte deles, resolvi escolher, três ou quatro temas que desenvolverei ao longo destes dias de campanha. Já referi o meu pensamento no que respeita ao Centro Cívico e ao PUCCA, sendo minha convicção de que, de todos os candidatos, apenas José Luís Marques tem efectiva noção de tudo quanto esteve na origem da sua definição e, bem assim, da absoluta necessidade de se repensar todo o processo.

J Silva Pereira
(1) Não incluiu, propositadamente, os compromissos dos UpA no postal comparativo, pelas razões apontadas AQUI) 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

AUTÁRQUICAS 2013 - Notas de Campanha

"O que mais temo nas eleições é a iliteracia dos eleitores"


Nota 13 - "É Mais Fácil Morrer na Guerra do que Dizer a Verdade na Política" (G.K.Chesterton) 

Por mero acaso, num dos frequentes mails que recebemos com os assuntos mais variados, chegou-nos às mãos um texto editado pelo Instituto do Consumidor acerca das burlas e fraudes na internet. Surgiu-nos, então, a ideia de efectuarmos uma pequena adaptação dedicada à mentira na política, tanto mais que acabáramos de receber, também, um opúsculo de um grupo político alfenense que nos presenteava com, nada mais, nada menos, do que 64 "compromissos".

Assim, e com a devida vénia ao Instituto do Consumidor e pedindo desculpa pela ousadia, eis o texto que elaborámos: 

Proteja-se dos políticos mentirosos 

Todos os anos, cidadãos há que perdem grandes quantias de dinheiro com mentiras concebidas por “especialistas”. Do mesmo modo, de xis em xis anos, os cidadãos são bombardeados com as mais variadas promessas de profissionais da política, muitos dos quais, são igualmente especializados na mentira.

Estes políticos mentirosos estão constantemente a desenvolver novas formas de reinventar velhas mentiras. Não se deixe enganar se as promessas parecerem boas demais, pois, para serem autênticas, é porque, provavelmente, são... mentiras.

As mentiras políticas vivem do desejo natural de conservar a saúde, aumentar a riqueza, a segurança, a qualidade de vida e o nosso orgulho de pertença. Alguns políticos mentirosos são capazes de manipular um cidadão sem que ele sequer se aperceba disso. Prometem coisas que uma pessoa não deseja, não usa, nem necessita, de facto, mas a promessa é tão atraente que parece boa demais para desperdiçar. Em todas as eleições, cidadãos são vigarizados por falsas promessas de pavilhões, campos de futebol, piscinas, bibliotecas, emprego, ajuda financeira, saúde gratuita e ensino fácil.

Há duas regras simples para se proteger das mentiras políticas:
          ● Aprenda a distinguir as mentiras das promessas genuínas e exequíveis.
          ● Saiba como combater os truques de um político mentiroso.

Por que é que as mentiras políticas são, geralmente, bem sucedidas?

As mentiras políticas são bem sucedidas por dois motivos. Em primeiro lugar, as promessas têm uma aparência genuína. Parecem ir ao encontro dos desejos ou necessidades dos destinatários. Para ter a certeza de que se trata de facto de uma mentira, há que fazer o esforço prévio de análise adequada. Deve levantar questões e pensar cuidadosamente, antes de decidir o que vai fazer. Dependendo do assunto, pode fazê-lo no momento ou precisar de ajuda. Este postal presta-lhe ajuda neste processo. 

Em segundo lugar, os políticos mentirosos manipulam as vítimas “tocando nos pontos sensíveis”, no sentido de obterem a adesão, automática ou por impulso, que pretendem. Não se trata de uma questão pessoal, mas da forma como os indivíduos em sociedade estão ligados emocional e socialmente. O facto de responderem por impulso leva as pessoas a cair no embuste. Para não cair em ciladas, é útil saber como evitar a resposta por impulso.

Por que é que alguns políticos mentirosos são bem sucedidos?

Os políticos mentirosos tentam influenciar de diversas maneiras. Os estímulos psicológicos que em seguida se enunciam são frequentemente utilizados para obter uma adesão/voto por impulso sem que o destinatário se aperceba. Deve estar atento quando for abordado, ou mesmo quando alguém lhe pedir um favor.

“Reciprocidade” 
Os políticos mentirosos prometem e mesmo oferecem, por vezes, alguma coisa (e não só aqueles pequenos brindes, tais como esferográficas e bonés) para obterem algo em retorno, como, posteriormente, o seu voto. O cidadão sente-se obrigado a fazer qualquer coisa. Deve proteger-se desses sentimentos reconhecendo que as ofertas e favores não são mais do que artimanhas para o influenciarem a retribuir. Com o objectivo de convencer o cidadão a votar na sua pessoa, os políticos mentirosos são capazes de fazer uma oferta insustentável, para mais tarde poderem fazer outra que não pareça tão má, em termos comparativos.

Compromisso e consistência
Comprometeu-se com algo inicialmente e, mais tarde, o político-vigarista evoca esse compromisso inicial para obter a sua concordância posterior, no apoio e no voto. Este estratagema pode fazer com que se sinta pouco à vontade. Para se proteger, deve abordar separadamente cada compromisso e perguntar a si próprio se, dadas as circunstâncias, faria a mesma escolha que fez anteriormente. A sua intuição dar-lhe-á a resposta.

A prova social 
“Tanta gente apoia, logo, deve estar certo!”, resume bem a situação. Para obter a sua concordância, o político-vigarista referir-se-á ao que a maioria das pessoas quer (utilizam a expressão “o que o Povo exige”), nem que essa “maioria” não passe de meia-dúzia de cidadãos. Verifique objectivamente os factos e faça uso da sua experiência e do seu juízo.

Gostar
Uma boa aparência, interesses ou antecedentes semelhantes, o humor e outras características atraentes são instrumentos padrão tanto de políticos-vigaristas como de políticos honestos que pretendam estabelecer uma boa relação consigo. Se gosta de alguém, tem mais probabilidades de aceitar o que lhe estão a propor. A sua defesa é separar a promessa da pessoa que a faz ou que lhe está associada.

Autoridade
A autoridade, com ou sem uniforme, gera uma reacção automática em quase toda a gente. Quando foi a última vez que pediu a um agente que se identificasse, antes de cumprir as suas ordens? Estamos permanentemente a fazer apelo e uso da autoridade para justificar ou apoiar a nossa posição (a “legitimidade” do voto democrático…). O político-vigarista fá-lo deliberadamente para o ludibriar e obter o seu voto. Neste caso, a sua protecção é perguntar a si próprio se a autoridade é relevante para o contexto.

Oportunidade
O medo de perder uma oportunidade única! Quando dizem que esta é a última possibilidade isso faz com que muitas pessoas adiram apressadamente antes de terem a possibilidade de reflectir no que estão a fazer. Neste caso deve separar as emoções das decisões. Quando nos confrontamos com estas estratégias de influência, o facto de sermos apanhados numa fraude não é necessariamente um reflexo da nossa ingenuidade ou de um juízo deficiente. Apenas revela como os políticos-vigaristas são eficazes a manipular. Não se deixe ofuscar por engodos psicológicos. Reconheça-os tal como são, e mantenha a lucidez no momento de tomar decisões de apoio e de voto.

Mitos perigosos
Além destes engodos psicológicos, alguns cidadãos sustentam crenças que os deixam ainda mais vulneráveis às mentiras políticas. Uma dessas crenças é a de que todo os políticos, partidos e grupos de cidadãos eleitores são honoráveis e bons porque foram auditados e aprovados pelo poder judicial. Não é exactamente assim. Uma outra crença é a ideia de que aquilo que o político-vigarista faz é, apenas, pelo bem do povo. Coloque a si mesmo a seguinte questão: se alguém é assim tão altruísta, porque não abdica dos benefícios que o lugar lhe proporciona?

Quem o pode ajudar
Não se esqueça: se, habitualmente, não se envolve na política local, é melhor ouvir o maior número possível de pessoas, ligadas às organizações políticas em presença e pedir informações antes de tomar uma atitude definitiva. Aconselhe-se previamente e proteja-se.

A estratégia para vencer as mentiras políticas

Pode ser abordado para apoiar e/ou votar em alguém que lhe faz um elevado número de promessas, ou pode ter sido abordado, por um amigo, que lhe sugeriu determinado apoio. Isso pode ser uma fraude (de que o seu amigo, porventura, também é vítima). Como é possível saber? Costuma dedicar algum tempo a verificar se estas promessas são seguras e genuínas? Saiba que não está só Se, se sentiu enganado em anteriores situações, o facto de saber que não é o único serve-lhe de pouco consolo. Mas tal não precisa de voltar a acontecer. Pode fazer alguma coisa para se proteger. Pode apelar a outras pessoas para que o ajudem. Pode denunciar as mentiras e os comportamentos mentirosos, e pode ajudar a reduzir a sua incidência. É claro que os políticos-vigaristas tentarão novos métodos, mas todos temos o poder de lhes dificultar a tarefa.

Eis o que pode fazer para se proteger das mentiras:

1
          Dizer “NÃO” ou resistir (recuse agora pois pode apoiar mais tarde)


2
          Continuar a procurar informação
           
3
      Questionar


4
       Decidir, VOTANDO com a consciência de ter tentado obter todas as informações possíveis sobre a honestidade, a honorabilidade, a rectidão e a probidade dos candidatos.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

AUTÁRQUICAS 2013 - Notas de Campanha

"O que mais temo nas eleições é a iliteracia dos eleitores" (1)

Nota 12 - De Promessas Está o Inferno Cheio

Chegou-me às mãos, ontem, um opúsculo com o "Compromissos Eleitoral" dos Unidos por Alfena. Nada mais, nada menos, do que 64 - por extenso: sessenta e quatro - "compromissos", a maior parte dos quais remonta, já, a 2005.

Recuso-me a colocá-los a par daqueles outros que sistematizei neste Postal, referentes a grupos políticos concorrentes. Por muito imparcial que quisesse ser, pactuar com isto seria menosprezar a inteligência de quem, porventura, me lê.

J Silva Pereira

(1) A frase não é minha, mas tomo-a como moto do meu trabalho nesta campanha.

sábado, 7 de setembro de 2013

AUTÁRQUICAS 2013 - Notas de Campanha

"O que mais temo nas eleições é a iliteracia dos eleitores" (1)

Nota 11 - Centro Cívico de Alfena

Julgo ter colocado on-line, embora de modo resumido mas, paralelamente, imparcial, as propostas/promessas que me chegaram às mãos. Não recebi mais folhetos e as redes sociais são omissas em muita informação. Como a "procissão ainda vai no adro" há grandes hipóteses da situação melhorar. Ver-se-á!

Enquanto isso, vou tentar fazer alguns exercícios especulativos de análise da política autárquica. Da NOSSA política autárquica, que é a que importa, no momento.

O Municipalismo sempre me interessou. É um aspecto da nossa identidade que me cativou a ponto de o estudar o melhor que pude. Admiro António Sardinha e comungo de ideais Nacionalistas e Integralistas, de que já tenho, aqui neste blogue, feito algumas referências. Será com base nesse substrato ideológico que escreverei sobre as questões concretas. 

Posto isto à guisa de declaração de interesses, iniciarei este ciclo de postais com um assunto muito falado, mas, ao que me parece, muito mal entendido e menos, ainda, explicado: o Centro Cívico de Alfena.

Na sessão de Câmara do dia 20 de Dezembro de 2007 foi decidido, por unanimidade aprovar a proposta para a elaboração  do PUCCA:

20 de Dezembro de 2007 ASSUNTO - PLANO DE URBANIZAÇÃO DO CENTRO CÍVICO DE ALFENA (PUCCA) Presente à Câmara Municipal o processo nº (91)2007/8, referente ao assunto em epígrafe, o qual foi objecto da informação n.º 34/DP/2007, de 2007.12.12. Foi decidido, por unanimidade , aprovar a proposta para a elaboração e respectivos termos de referência do novo Plano Municipal de Ordenamento do Território, designado por "Plano de Urbanização do Centro Cívico de Alfena". Ver última página desta acta

Independentemente da votação unânime seria interessante apurar-se o "contributo" de um gabinete de arquitectura de Alfena para a elaboração deste plano. Por várias vezes e, pelo menos, desde de 2005 que o assunto foi sendo referido e, inclusivamente, usado como argumento para, umas vezes, travar iniciativas urbanísticas particulares e outras, para as favorecer.

Por aviso de 28 de Fevereiro de 2008, publicado no Diário da República de 31 de Março do mesmo ano, começou a decorrer um período de participação preventiva. Mais tarde, em 29 de Dezembro de 2009, foi publicada esta referência ao assunto no sítio da Câmara. Depois disso, o Centro Cívico morreu, mas não foi, ainda, enterrado.

O PUCCA passou a ser, semelhantemente à Zona Industria II, acerrimamente defendido pelo grupo no poder em Alfena que, aliás, fez, da sua "construção", bandeira eleitoral. Todavia, nunca foi discutido publicamente, conforme prometido. Aliás, não interessava. Nem ao poder instituído, nem ao tal gabinete e, muito menos, à corrupção instalada na Câmara que, a todo o momento, poderia sempre dizer uma coisa e, logo a seguir, o seu contrário.

Por várias vezes, em Assembleia de Freguesia e durante o actual mandato, houve interpelações de iniciativa da Oposição, sem respostas consequentes. A "construção" do Centro era lugar-comum sempre citado mas nunca explicado: construção de quê? De arruamentos? De viadutos? De habitações? "Construção",  mas de quê? O chavão, de tão repetido, entrou no ouvido das gentes e até o actual candidato da CDU não se esqueceu, na sua apresentação, de perguntar "para quando a construção do Centro Cívico"  

O Centro Cívico de Alfena não pode ser construído porque não é uma realidade palpável. Trata-se de uma área de cerca de 94 ha, envolvendo o Rio Leça em formato mais ou menos losangular, cujo eixo maior vai desde, sensivelmente, a "ponte do penteeiro" (rotunda) até ao ponto onde a Rua de S. Vicente encontra a Rua de Vilar e cujo eixo menor poderá imaginar-se começado na Igreja Paroquial, prolongando-se para lá da Rua 1º- de Maio (EN 105) até, sensivelmente, à Rua Idalina Matos, em Baguim (2). O que lá, naquela área, poderá ser construído, não sei, porque não sou, nem engenheiro, nem arquitecto, nem faço parte da corrupção camarária. Não tenho, porém, dúvidas de que a delimitação da área teve a mãozinha interessada e interesseira do tal gabinete.

Sobre o Centro Cívico, não tenho conhecimento de referências das outras candidaturas. O PSD nada disse, ainda, mas há uma realidade insofismável: o tal gabinete enjeitou definitivamente os UpA e anda de "casa e (pucca)rinho" com o PSD valonguense. Outros vôos, mais altos interesses! Realço, por plenamente se justificar, a prudência da candidatura do PS (José Luís Marques) que referiu a necessidade do Centro Cívico voltar a ser uma prioridade. Certamente já viu a idiotice daquela antiguidade (tão velha como o PDM que, quando nascer, trará já farta cabeleira, quiçá mesmo, a embranquecer ) e a necessitar de reforma ou de "refórmula"!

J Silva Pereira
(1) A frase não é minha.
(2) Tudo isto, se os nomes das ruas estão correctos, no Google Maps.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

AUTÁRQUICAS 2013 - Notas de Campanha


Nota 10 - Saúde Pública e Urgência Pediátrica

No ciberespaço político de hoje não falta que verbere a transferência dos serviços de urgência pediátrica de Valongo para o Centro Hospitalar de S. João, no Porto. É evidente que a ideia subjacente é a economia de recursos e sobre isso não vou pronunciar-me. 

Não posso, porém, deixar de referir dois aspectos da questão.

O primeiro, prende-se com o facto de João Paulo Baltazar, actual Presidente e, também, candidato à Presidência da Câmara, ter referido, em passado não muito distante, que lhe haviam garantido - se bem me lembro um tal M. A. Santos Costa - que as urgências de Valongo não fechariam. A menos que a pediátrica não seja urgência, eis aqui a primeira promessa que fica no tinteiro.

Quem não se importará com isso, penso eu, é a população de Alfena, aquela que embandeirou em arco com a inauguração do Hospital Privado. Não só acabou o desemprego na cidade, tantos foram, como se sabe, os postos de trabalho criados, como tem à disposição, além de outras, uma urgência pediátrica. Ah! Esquecia-me de dizer que é preciso pagar ou ser beneficiário dos acordos negociados.

O negócio da saúde é um negócio como outro qualquer. Num quadro de economia aberta é capaz de fazer sentido, quanto mais não seja pela concorrência, em termos de qualidade, com o serviço público. As Misericórdias, essa instituição tão genuinamente portuguesa (como a elas se referia António Sardinha), desde há muito que o exercem. 

Mas isto é uma coisa e outra é o benefício do povo, o "peixe que é vendido" à população pelos profissionais da política . Na realidade é o benefício desses políticos. É o maná da negociata de terrenos e da própria construção, para além de outros, directos ou indirectos. Que o digam alguns dos UpA, sobretudo o mandatário de 2009.

Admira-me que o povo continue a ir na cantiga desta gente em vez de os correr à vassourada. Razão tem quem dizia que "o que mais temia nas eleições era a iliteracia dos eleitores"!

J Silva Pereira

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

AUTÁRQUICAS 2013 - Notas de Campanha


Nota 9 - Resumo da Síntese ou Síntese do Resumo, tanto vale!


As campanhas eleitorais, em especial as Autárquicas, são sui generis no que respeita à sua forma. Quero dizer com isto que as candidaturas fazem todas o mesmo circo. Dispõem-se cartazes em sítios estratégicos, pelo menos um de cada uma delas, os apoiantes reúnem-se, uns aqui e outros acolá, mas com vinho, cerveja e churrasco idênticos, os cortejos automóveis são à vez cada um mas ninguém falha e os discursos uma espécie de chapa 5: dizer mal dos adversários e prometer este mundo e a lua!


Grupos há, porém, que puxam pela imaginação e usam alguns truques baixos, como, por exemplo, um RSI à maneira. Não sei, mas disseram-me que há, por esta terra, quem esteja a oferecer bilhas de gás! Bilhas de gás? Será mesmo verdade? Não lembra ao diabo!

Escapa, mas não muito, no meio disto tudo alguns panfletos que nos vão informando das intenções de cada grupo. Que isso pouco vale, não tenho dúvidas, mas, pelo menos a mim, servir-me-á para, daqui a quatro anos, se ainda por cá andar, cotejar a promessa com a realização e rir-me, então, um bom bocado.

Entretanto, vou preferindo reler as entrevistas e respigar nas redes sociais. Há propostas q.b.. 

Comparêmo-las, por descargo de consciência.

Acessibilidades 
Guilherme Roque e o seu PSD propõem a criação de uma via rodoviária alternativa à ponte de S. Lázaro, a construção de passeios e a pavimentação de algumas ruas. Defendem, ainda, a recuperação da ponte na Rua de Santa Isabel, bem como a pavimentação da artéria.


José Luís Marques e o seu PS defendem um séria intervenção nos passeios e passadeiras. Louvável, sobretudo, a especial atenção que promete dar às questões relacionadas com a mobilidade reduzida de alguns cidadãos. 

Ambiente 
Francisco Gouveia e a sua CDU defendem uma intervenção conjunta das forças políticas, tendo em vista encontrar uma solução para o atravessamento da cidade pelos muitos cabos eléctricos e de comunicações.

Guilherme Roque propõe-se a continuar a obra de S. Lázaro, que considera o embrião do futuro Parque da Cidade. Defende, também, a continuação das acções de limpeza do Rio Leça.

José Luís Marques diz que o Leça deve ser encarado como uma mais valia e, por isso, deve ser desassoreado, as ligações clandestinas eliminadas e as levadas e os moinhos, recuperados.

Apoio Social
Guilherme Roque defende o aprofundamento da ligação às IPSS, iniciativas de solidariedade para angariação de livros, roupas e outros bens e a criação de um pelouro para o emprego e apoio aos desempregados. Propõe, também, a criação de hortas agrícolas.

José Luís Marques preconiza o estabelecimento e a gestão de parcerias com as IPSS existentes: AVA e CSPA e pretende criar uma rede de luta contra a exclusão social e de apoio a idosos.

Associativismo e Organizações Locais
Francisco Gouveia entende que o apoio às colectividades deve ser reforçado.

Guilherme Roque defende que as diversas iniciativas sejam concretizadas em conjunto com o movimento associativo da Cidade.

José Luís Marques pretende estimular o aparecimento de novas organizações e estabelecer regras claras e realistas nos apoios a conceder. 

Centro Cívico
Francisco Gouveia pergunta "para quando a construção do Centro Cívico.

Guilherme Roque pretende definir o Centro Cívico e negociar os terrenos em frente à Igreja.

José Luís Marques entende que o Centro Cívico deve voltar a ser uma prioridade.

Centro Cultural
Guilherme Roque defende a dinamização do Centro através de exposições.

José Luís Marques pretende melhorar a dinamização e o aproveitamento do Centro.

Centro de Saúde

Francisco Gouveia promete continuar a lutar pelo arranque da construção do novo Centro de Saúde.

Guilherme Roque pretende que seja uma realidade a curto prazo.

Cultura e Desporto
Francisco Gouveia defende a urgência em dar vida à Casa da Juventude, bem como a construção de uma pista de corrida integrada num parque de lazer.

Guilherme Roque propõe a realização de feiras anuais de artesanato, de colectividades e de troca de livros. Quanto a desporto, refere a necessidade da sua promoção através de iniciativas como o atletismo, o ciclismo e o futebol. 

José Luís Marques pretende a criação de parques de lazer e espaços para a prática de desportos radicais. Quer, também, criar uma rede de percursos urbanos e rurais para caminhadas, ciclo-turismo e BTT  
Pretende, ainda, requalificar a zona sob o viaduto da A41, para espaço de convívio e prática desportiva e criar um parque de manutenção desportiva, na Rua da Telha.
No aspecto cultural, defende o apoio à requalificação do auditório do CSPA, antigo cinema, para reforço da capacidade de realização de eventos culturais.  

Educação
José Luís Marques pretende que as escolas sejam objecto de mais atenção. Que se não sacrifiquem verbas orçamentais destinadas à educação, em projectos futebolísticos;
Acredita, sem exemplificar, em projectos educativos que estimulem a interacção - Escola - População - Junta.

Fazer Diferente
Guilherme Roque promete receber os cidadãos e, a todos, ouvi-los. Pretende, também, devolver a Alfena e à Junta a dignidade e o respeito de outrora e desenvolver bom relacionamento com todas as entidades.
Defende a criação de uma Associação de Freguesias do Médio Vale do Leça. 

José Luís Marques pretende eliminar o registo prévio do sítio da Junta, de modo a que se possa aceder, livremente, a toda a documentação relevante;
Vai avançar com os Orçamentos Participativos.

Habitação Social
Francisco Gouveia defende a necessidade de construção de habitação social, que, segundo diz, não há.

Saneamento e Abastecimento Público de Água
Francisco Gouveia lutará pelo fim de ruas sem saneamento básico e sem abastecimento de água.

José Luís Marques exige a cobertura da cidade com estas infra-estruturas.

Serviços Postais
Francisco Gouveia lutará pelo não encerramento da única estação dos CTT existente.

Unidade de Cuidados Continuados
Francisco Gouveia traz uma proposta nova e pertinente. Uma Unidade de Cuidados Continuados seria a prioridade das prioridades. Faz falta em qualquer lado e não há em parte nenhuma..

Urbanismo 



(Actualizado em 16/09/2013) com a síntese das propostas de Guilherme Roque)

J Silva Pereira  

sábado, 17 de agosto de 2013

AUTÁRQUICAS 2013 - Notas de Campanha


Nota 8 - Baralhar e Voltar a Dar, ou o Resumo de Coisa Nenhuma! - 2ª. parte

Os Candidatos (do latim candidatu-, «vestido de branco»)

Das quatro "primeiras figuras" candidatas não conheço uma delas, conheço duas do normal relacionamento social e muito bem, pelas piores razões, a restante. Entretanto, e fiel ao meu princípio de que nos é absolutamente necessário conhecer aqueles em quem votamos, procurei obter toda a informação possível, tendo em conta, sobretudo, a minha «recém-chegada política» à cidade.

Na Roma antiga, os candidatos ao "Forum" envergavam toga branca por se acreditar que o branco era a cor da pureza e da probidade. Era, pois, facilmente reconhecido o seu intento. Hoje em dia, mesmo numa pequena cidade como Alfena, torna-se necessário que o candidato distribua uns quantos cartazes com a respectiva fotografia, cumprimente e converse com os eleitores nos cafés e à saída da missa e de vez em quando, organize um evento musical qualquer, com alguns "comes e bebes" à mistura. Na Roma já referida, comprava-se o apoio do cidadão com "panem et circensis". Hoje, a técnica só variou na ordem das coisas: "circensis et panem".

Regressando à actualidade, devo dizer que, ainda não consegui ver um único cartaz com a fotografia do candidato da CDU, Francisco Gouveia. Consultei, uma vez mais, o blogue da formação política e fiz uma visita à página do Facebook. Não vi nada que já não soubesse, isto é, absolutamente nada quanto à pessoa do candidato.

Conheço, pessoalmente, Guilherme Roque, que concorre pelo PSD. Não é um conhecimento profundo, tratando-se mais do resultado dum normal relacionamento social. É pessoa de bom trato, afável e educado. Com ele, mesmo os adversários podem dialogar com proveito para ambos os lados. Tem uma enorme experiência como autarca, pois esteve à frente da Junta durante 5 mandatos seguidos. Conhece muito bem a cidade e as suas gentes.

José Luís Marques, do PS, é o candidato com o perfil mais detalhado publicado na comunicação social. Com ele, tenho um mero relacionamento social, relativamente recente aliás, apesar de se encontrar ligado a uma família que conheço bem, há mais de 50 anos. É militante já antigo do PS, por quem foi membro da Assembleia de Freguesia, na década de 1980. Exerceu, também, vários cargos na Associação de Pais da Escola E B 2,3, de Alfena. Segundo sei, é licenciado em Engenharia e dirige um gabinete de arquitectura. Tal como Roque, conhece como ninguém Alfena e os seus habitantes.        

O candidato dos UpA é, mais uma vez, Arnaldo Soares, perdida que foi a hipótese de uma candidatura à presidência da Câmara. Participou de quatro dos Executivos de Guilherme Roque e obteve a Presidência da Junta nas eleições de 2005, renovando-a nas Intercalares de 2009. Foi dado, novamente, como candidato para Outubro de 2009, mas a sua ambição fê-lo aceitar integrar-se na lista de Vereadores de Fernando Melo. Com este, e gerindo o Pelouro das Finanças, colaborou activamente em levar Valongo à situação de verdadeiro desastre em que o Município se encontra. Demitiu-se do Executivo, antes que fosse convidado a sair.
Pessoalmente, considero-o uma pessoa venal, falsa, traiçoeira, vaidosa, supinamente interesseira e ambiciosa. A coisa pública só lhe importa na medida do ganho que lhe pode proporcionar. A sua "sociedade" com um conhecido "arquitecto/engenheiro", nos tempos de um, também venal, Vereador do Urbanismo, foi um sucesso.
Sei do que falo!  
Tenho, por este espécime, o maior dos desprezos!
É mais que tempo de desaparecer, ele e também alguns da sua "entourage", da vida política de Alfena e de Valongo. Engana demasiada gente há demasiado tempo!


J Silva Pereira